Conheça as maravilhas de Florianópolis

Mercado Público

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A história do Mercado Público pode-se dizer, confunde-se com a história de Florianópolis.

Conhecido carinhosamente como o mercado do povão, ele é hoje um dos locais mais conhecidos de Florianópolis.

Inicialmente construído na Praça da Matriz, não era de fato, o que é o Mercado hoje, eram mais especificamente, barraquinhas e tendas que vendiam todo tipo de produtos, desde comidas até amoladores de tesouras. Isso, funcionou deste jeito do ano de 1851 até 1896. Após 45 anos, o Mercado foi transferido para o local atual, sendo que antes do aterro da Baía Sul ele ficava bem próximo ao mar. Essa transferência foi um marco político na época, pois haviam 2 facções que lutavam por locais diferentes.

Hoje ele encontra-se muito bem conservado e a principal atração do Mercado Público é sua gastronomia. Todos querem se deliciar dos pratos oferecidos em ambientes descontraídos e cheios de graça. Lá os "Manezinhos" (Manezinho é o termo popularmente utilizado para designar os nativos de Florianópolis) se reúnem e discutem sobre tudo. Lá, os turistas se espantam diante de uma construção imponente composta de duas alas e uma passarela, sendo a atração principal o vão central que abriga as várias mesas dos restaurantes.

No Mercado Público deFlorianópolis o visitante se sente num século anterior, onde se depara com cestos de palha, rendas de bilro, sacas de cereais, cheiro de peixe, peças de artesanatos e lojas de flores.

Ao lado do Mercado, temos a Casa da Alfândega, outro grande edifício de linda linha arquitetônica. Entre os dois, inúmeras barraquinhas ainda vendem biscoitos, geléias, frutas frescas e secas, livros e discos antigos.

Outro atrativo que nos leva ao Mercado Público é a compra de peixe fresco, oferecido nas inúmeras peixarias do mercado. Também lá se ouve a boa música e todos se divertem. Uma atração bem no centrinho de Florianópolis.

Abaixo fica uma homenagem do poeta e jornalista Oscar Lobo ao Mercado Público:

O relógio do Mercado

Tique-taque, tique-taque...
que tempo é esse, tão fugaz
Sons perdidos, sem destaque,

Vozes que ecoam para trás?

Paixões distantes, caladas,
Em seu coração contidas,
Memórias aprisionadas
Em suas lentas batidas.

Te vejo assim, imponente,
A vigiar o mercado
És testemunha presente
Do futuro e do passado

Mercado Público, agora,
Anda muito agitado,
Teu tique-taque da hora
Parece atropelado.

O teu tique-taque amigo
Presenciou tristezas, dores,
E sendo assim, tão antigo,
Marcaste encontros, amores.

Em tua memória resta
Tantos barcos atracados
Os pescadores em festa
Desembarcando pescados

Casais felizes passavam,
Tão lindos, de braços dados,
Beatas que só rezavam
Purgavam os seus pecados.

Homens vendendo pombinhos,
que traziam na balaias
Meninas com seus alinhos,
com belas e longas saias.

Ah, que saudades eu tenho
Dessas lembranças tão ternas
Dos bons tempos do engenho
Das pombocas, das lanternas

Para mim soa tão belo,
Que me deixa emocionado,
O tique-taque singelo
Do relógio do mercado.

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